quinta-feira, 1 de novembro de 2012


ESTUDO DO MEIO

              CENTRO HISTÓRICO DE SÃO PAULO


FACULDADE SUMARÉ

MATERIA :GEOGRAFIA




EQUIPE
Ana Lucia Seixas  RA: 101250
Edna Maria de Souza RA: 1012930
Luis Antonio Carneiro RA: 1012500
Sabrina Carvalho Costa RA:1012516
Talitha Santos Marinho RA 1120185
Vanessa de Freitas Tardoque Kolomemcemko RA: 1013183






























SOLAR DA MARQUESA




Solar da Marquesa de Santos


Partindo do Páteo do Colégio, os primeiros povoadores passaram a ocupar os terrenos vizinhos, construindo suas moradias e formando as primeiras ruas da cidade. Na Rua do Carmo, hoje Roberto Simonsen no 136-A (antigo nº 3), localiza-se o Solar da Marquesa de Santos, raro exemplar de residência urbana do século XVIII.
Não há dados precisos sobre a data de construção desse imóvel. Em 1802, foi dado como pagamento de dívidas ao Brigadeiro José Joaquim Pinto de Morais Leme, primeiro proprietário documentalmente comprovado. Contudo, documentos do século XVIII indicam a existência de quatro casas na Rua do Carmo entre 1739 e 1754. A junção de duas dessas casas de taipa de pilão teria originado o Solar, conforme registros fotográficos do século XIX, além de prospecções arqueológicas e análises arquitetônicas realizadas pelo Departamento do Patrimônio Histórico (DPH).
A Marquesa de Santos, Maria Domitila de Castro Canto e Melo, foi a proprietária entre 1834 e 1867, adquirindo o imóvel da herdeira do Brigadeiro Leme. A partir de então, tornaram-se famosas as festas ali realizadas, e o imóvel passou a ser conhecido como Palacete do Carmo, uma das residências mais aristocráticas de São Paulo. Com sua morte, a propriedade da casa passou para seu filho, o Comendador Felício Pinto de Mendonça e Castro.No ano de 1880, é colocada em hasta pública e arrematada pela Mitra Diocesana, que aí instalou o Palácio Episcopal, introduzindo modificações no local, como a construção de uma capela e de uma cripta sob o altar-mor. É desse momento, provavelmente, a inclusão de características neoclássicas em sua fachada principal.
Em 1909, o imóvel foi adquirido pela The São Paulo Gaz Company, que nele instalou o seu escritório. Para adaptar-se ao novo uso, a casa passou por diversas modificações e ampliações: foram demolidas paredes de taipa de pilão e janelas e portas, transformadas em vitrines. Para melhorar a iluminação e a ventilação, foi aberto um pátio na lateral direita do lote, alterando o desenho do telhado.Na década de 1930 foram construídos anexos à edificação original, aumentando sua área útil e alterando por completo a fachada posterior do imóvel.Em 1967, a Companhia Paulista de Gás (sucessora da The São Paulo Gaz Company) foi desapropriada e todos os seus imóveis passaram à Prefeitura. Em 1975, já incorporado ao patrimônio municipal, o Solar foi sede da Secretaria Municipal de Cultura e alguns de seus departamentos, como o DPH, criado nesse ano.
Os diferentes usos e adaptações sucessivas levaram à descaracterização do imóvel, exigindo sua recuperação, que teve início em 1991. As pesquisas, que embasaram o projeto e as obras de restauração, revelaram não ser possível reconstituir qualquer estágio de construção dentre os vários pelos quais passou o Solar. Deste modo, o restauro realizado, conforme normas internacionais para intervenções em bens histórico-arquitetônicos, procurou preservar e destacar elementos de suas várias etapas construtivas: a conservação dos amplos ambientes do andar térreo, resultantes das diversas demolições, a preservação no pátio interno de vestígios remanescentes da calçada do século XVIII e a demolição de intervenções da década de 1960.
O pavimento superior conserva até hoje paredes de taipa de pilão e pau-a-pique do século XVIII e mantém as características ambientais das intervenções do século XIX, como forros apainelados, pinturas murais e artísticas e pisos assoalhados, entre outras. Trechos de diversas paredes foram deixados aparentes, com o intuito de informar sobre as antigas e as novas técnicas construtivas encontradas no Solar, como a taipa de pilão, o pau-a-pique, a taipa francesa e a alvenaria de tijolos. Quanto ao tratamento dado à fachada, optou-se por conservar sua feição neoclássica, já incorporada à paisagem do centro.
O Solar da Marquesa de Santos, abriga atividades museológicas e a sede do Museu da Cidade de São Paulo da Divisão de Iconografia e Museus do DPH.

Solar da Marquesa de Santos
Sede do Museu da Cidade de Sao Paulo

Rua Roberto Simonsen, 136 - Centro, São Paulo, SP
Metrô Sé
Fone para contato 11 3241 1081
Visitação de terça-feira a domingo, das 9 às 17h
Entrada franca


06-11-12    17:36




PRAÇA DO PATRIARCA

Praça do Patriarca



Aí está uma praça que praticamente não tem história. Isso porque ela não vem nem da Colônia, nem do Império, embora traga o nome de um dos cultos mais eminentes da Campanha da Independência.
Praça do Patriarca porque ao Patriarca José Bonifácio de Andrada e Silva, foi feita a homenagem.
Mas a praça bonita que aí está na ponta do Viaduto do Chá, essa praça que dá vasão à galeria que desemboca no Anhangabaú, que hoje é tão movimentada e parece realmente tão necessária pois é a encruzilhada de seis ruas, muitas delas velhos atalhos antigos de tradição, essa praça tem apenas algumas décadas de vida. É recente.
Sua abertura partiu já do novo São Paulo, de 40 a 50 anos para cá, quando ali nos Quatro Cantos (e era assim que se chamava a ponta da rua Direita), urgia abrir passagem mais ampla para a Líbero Badaró e para o viaduto que, subindo para o vale ia direto à rua Barão de Itapetininga.
Nas histórias das ruas e praças, portanto, a Praça do Patriarca é criança. Não teve nome diferente, não foi viela, nem rua, nem beco, nem existiu por acidente, mas de propósito.
De fato, a Praça do Patriarca foi aberta por necessidade de ampliar-se o espaço para o trânsito naquele local em que a confluência das ruas pequenas provocavam sempre aglomeração.
Derrubou-se, então, para abrí-la. Um quarteirão limitado pelas ruas São Bento, Direita, Líbero Badaró e Quitanda.
Patriarca, porque honra e recorda a figura do Patriarca da Independência, que não é o mesmo da rua José Bonifácio, o Moço. Esse é o Andrada e Silva, que nasceu em 1873, num dos dias de Santo Antônio, em Santos.
Sua formação cultural foi feita em Coimbra, na célebre Universidade Portuguesa. Fez excursões científicas pela Europa toda, descobrindo espécies minerais, e acabou pertencendo, pelos seus dotes de cultura e inteligência, à Real Academia de Ciências de Lisboa.
Quando regressou ao Brasil é que o pacato cientista e filósofo resolveu meter-se na política. E grangeando desde logo a amizade do Príncipe D. Pedro, foi ele quem chefiou o Ministério constituído logo após o Grito do Ipiranga.
Aí acabou brigando com Gonçalves Ledo, que chefiava o Partido Popular, por causa da exigência que este fazia em convocar uma Constituinte Brasileira. E não parou aí a sua forma agressiva de manter suas idéias. Começou a vigiar todo mundo e até o Padre Feijó foi por ele perseguido e considerado extremista.
Mas o Partido Popular conseguiu que a Constituinte fosse convocada, o que fez com que José de Bonifácio passasse para a oposição. Mas não tardou em ser ele próprio atingido pelo poder de então e acabou sendo deportado para a França.
Mas o prestígio de José Bonifácio não permitiu que com essa deportação fosse encerrada a sua carreira. Por isso, regressando do exílio, caiu desde logo na simpatia de D. Pedro I, que o nomeou tutor de seus filhos menores.
Na posse dasituação, o trêfego político retomou a sua briga com Feijó, que sendo na ocasião o Ministro da Justiça, não o poupou. Preso e processado, José Bonifácio foi demitido do cargo, mas conseguiu a sua absolvição posteriormente.
Após algum tempo mais, cansado e aborrecido, veio a falecer em Niterói, sendo-lhe então atribuído, como recompensa de seu real valor, o título de Patriarca da Independência.
Fonte: São Paulo de Antigamente - Manoel Vitor - Grafisyl Editora Gráfica Ltda
Fonte-http://www.sampa.art.br/cidade/pracadopatriarca/
07-11-12   23:36


PRAÇA ANTONIO PRADO




 Praça Antonio Prado, vista em direção à rua 15 de Novembro. Atualmente, no local do edifício ao fundo, está o edifício Altino Arantes, conhecido como do Banespa. À esquerda, vê-se o palacete Martinico, então sede da Light & Power, atualmente ocupado pela Bolsa de Mercadorias & Futuros.
praca-antonio-prado2.jpg
A Praça Antonio Prado é, o antigo Largo do Rosário, foi aberta no século 17, para construção da Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos e seus frequentadores eram exclusivamente negros.
Praticamente todas as noites, havia funerais ao som de uma canção que assustava os moradores das redondezas: “Enterramos um olho que tanto olhou / Uma perna que tanto andou…”.
No século 19, abrigou uma porção de casinhas onde residiam africanos livres que, ajudados por escravos crioulos mantinham uma feira.Na Praça Antonio Prado realizavam-se batuques, sambas e moçambiques.
O largo do Rosário era um lugar de passagem obrigatória, era lá que acontecia, as procissões mais importantes da Cidade.
praca-antonio-prado-1.jpg
Foi pavimentado pelo prefeito João Teodoro em 1872, e apartir desse ano a Praça Antonio Prado passou a ser considerada, ” O CORAÇÃO DA CIDADE ”
A Praça Antonio Prado era um local em que entre as esquinas e confeitarias de luxo se reuníão os rapazes mas elegantes da Cidade, sendo também ponto de partida ou de passagem da maioria das linhas de bonde.
A Praça para os Músicos …. Orquestra de Músicos de Rua na Praça Antonio Prado
Juntando vários tocadores anônimos que se apresentam nas ruas da cidade de forma independente, a Orquestra de Músicos das Ruas de São Paulo.
No repertório estarão músicas do CD “Neurópolis”, que é uma composição coletiva coordenada por Lívio Tragtenberb.
A orquestra tem 17 integrantes, como músicos que tocam instrumentos japoneses, emboladores nordestinos, instrumentistas paraguaios com guarânias em grandes harpas, bolivianos que executam música andina, percussionistas maranhenses, além de pessoas que se apresentam em rodas de samba, choro e fanfarra.
Uma dica para vc que escuta o São Paulo é o Lugar dessa semana.
São Paulo é o Lugar é um Programa da Rádio América(Rádio da Canção Nova em São Paulo)….1410AM na Frenquencia de São Paulo
 FONTE--http://blog.cancaonova.com/pink/category/praca-antonio-prado/
07-11-12    23:52

Praça Antônio Prado (SP)